31 de outubro, 2006
lágrima
substantivo feminino
1 Rubrica: fisiologia. secreção límpida, incolor e salgada, produzida pelas glândulas lacrimais, que umidifica a conjuntiva e a córnea, exerce uma ação bactericida e expulsa pequenos corpos estranhos e a poeira que penetra nos olhos
2 Derivação: sentido figurado. quantidade muito pequena de alguma coisa, esp. de um líquido ou de um fluido espesso; gota
3 coisa que lembra ou tem a forma de lágrima
4 Rubrica: arquitetura. ornamento em forma de lágrima
5 Rubrica: angiospermas. m.q. brinco-de-princesa ('designação comum', Fuchsia integrifolia, 'flor')
6 líquido exsudado por certas plantas, esp. resina ou goma, que brota do tronco de determinadas árvores ª lágrimas substantivo feminino plural
7 pranto, choro
8 Derivação: sentido figurado. sofrimento moral; dor; tristeza
9 Rubrica: heráldica. ornato num escudo, que tem a parte superior em ponta e a inferior arredondada
"Anjos, eu podia sentir
Todas aquelas nuvens escuras desaparecendo...
Igualmente, enquanto eu respiro
Vem um anjo para sua guarda.
Certamente, se assim for
As promessas são minhas para lhes oferecer.
Minhas para oferecer..." (Angeles - Enya)
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27 de outubro, 2006
Música: Angeles - Enya (Clicali no Iscutaí - letra aqui)
contemplação
substantivo feminino
ato de contemplar
1 ato de concentrar longamente a vista, a atenção em algo
2 profunda aplicação da mente em abstrações; meditação, reflexão
3 Rubrica: teologia. concentração do espírito nas coisas divinas
4 consideração, benevolência
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25 de outubro, 2006
Razão
razoável
adjetivo de dois gêneros
1 - logicamente plausível; racionável
2 - aceitável pela razão; racional
3 - que age de forma racional, que tem bom senso; sensato
4 - que é justo e compreensível por se basear em razões sólidas
5 - não excessivo; moderado, módico
6 - que é bom, mas não excelente; aceitável, suficiente
(Dicionário Houaiss)
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21 de outubro, 2006
eternidade
substantivo feminino
1. qualidade do que é eterno;
2. ausência de princípio e fim, assim como de toda e qualquer mudança;
3. exclusão e transcendência da noção de tempo;
4. vida eterna;
5. duração ou tempo muito longo;
6. grande demora;
sono da eternidade a morte
(Do latim aeternitáte)
As definições que estou colocando aqui estão sendo retiradas daqui
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19 de outubro, 2006
Mudança
A partir de hoje farei posts diferentes no Oncotô.
Colocarei imagens e uma palavra com a definição do dicionário, para que vocês que me visitam se expressem.
A que te remete? Qual o significado ou que definição te vem à cabeça?
Acho que vai ser muito legal ler o que cada um vai ter a dizer.
Começa hoje, está logo abaixo... entregue-se.
Beijos estalados... de sempre... prá sempre!
insensibilidade
substantivo feminino
1. qualidade de insensível;
2. falta de sensibilidade;
3. figurado indiferença; desinteresse;
4. figurado apatia; rigidez;
(Do latim insensibilitáte)
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17 de outubro, 2006
Viagem
Música: Square One - Coldplay (clica no Icutaí e leia a letra aqui)
Bashô
Gabriel e Alice Ruiz
os meses e os dias, viajam na eternidade
o ano que vai, o ano que vem, são viajantes também
a vida segue seu caminho, a vida corre como um rio
a vida voa sem asas, a vida passa de graça
cada momento que chega, é uma outra viagem
cada dia que nasce, só está aqui de passagem
muita gente como a gente, passou a vida na estrada
nuvem levada ao vento a vida é uma viagem
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13 de outubro, 2006
Urgência
Música: Beautiful - Sarah Brigthman (alí, no Iscutaí - letra aqui)
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Eugénio de Andrade
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11 de outubro, 2006
7
"Ela cativou-me primeiro pelo sorriso. Bem, dizer isto nem era preciso. Escrevi assim, um texto impreciso, mas que acarinha. Nem por isso ela foi minha.
E aqueles olhos? A forma de ela olhar... E quando morde os lábios, procurando como se expressar? Encantado, confessei-me, direto, sem entrelinhas. E nem por isso ela foi minha.
Então ela apóia o rosto com as mãos enquanto o semblante diz tudo. E não fiquei mudo. Comecei a acompanhar sua história, entender sua trajetória. Empatia e afinidade em qualquer lugar por onde caminha. E nem por isso ela é minha.
Descobri essa mulher inundada de sentimento, de vida, de amor, de sinceridade, de paixão, de valores, de garra, de vontade... Mulher de verdade, uma rainha. E sei na realidade que ela nunca será minha.
E, adivinha? Porque ela é só dela. De mais ninguém. É livre, é bela. Estonteante aquarela. Mas de grande que é, transborda; não cabe em si também. Vem e compartilha dela mesma, generosamente. Espontânea e solta. Louca e perdidamente.
Seremos um do outro? Jamais. Pois que juntos não somos um. Nem dois, somos mais. Adentraremos mar aberto. Despertos para o amor, certeza de cais. O mesmo caminho, não por obrigação nem fragilidade. Mas cumplicidade. A vencer toda e qualquer tempestade.
Não, não a quero mesmo pra mim. Já nos fizeram de posse, sabemos como é adoecer assim. Agora é hora de criar laços e desmanchar nós. De nós esta paz e voracidade... Juntos e em plena liberdade, navegarmos horizontes mais belos e sem fim."
("Belos Horizontes", Vanderlei Martinelli em 23/03/2006)
"Nossa vida se uniu num sonho, meu amor, sonho real que há muito sonhamos.
Temos nos despido frente ao outro de todas as coisas de nossa vida... curando feridas mal cicatrizadas.. limpando cantos.. tirando teias... esta 'faxina' conjunta de nós mesmos... um com o outro, ajudando, iluminando.. compreendendo e aprendendo...
Arejando a casa, abrindo janelas e portas, prá que este nosso amor encontre cheirinho de incenso... flores na varanda...chuva que lava... tudo isso prá nós, meu amor...
Tudo que vc me trouxe...tudo o que vc me ajuda a limpar dentro de mim... tudo, prá que o dia que está chegando nos encontre nus.. de corpo e alma... prá sempre.
Nossos momentos estão num crescente... como a lua que se prepara prá o sol poente, e num vice-versa se prepara pro sol nascente...aguarda, se apronta e nasce... ilumina caminhos e recantos...desnuda a escuridão e apaga monstros...
Nossa vida se entrelaça... como é coincidente o viver...gestos, gostos, vivências.. tudo parece a mesma história...vivida em separado, agora unida.. em gestos, gostos, glórias.. desventuras que fizeram crescer...
E assim, agora é a hora... de soltar-se do que foi.. e libertar-se no que vai ser...
Não sou poeta, meu amor, nem poetisa posso crer... mas neste momento, eu sou tudo...porque este tudo tem sido vc."
(Erika - 05/04/2006)
E é assim que tem sido, e é assim que vai ser... 7 vezes 7, quantas vezes precisar.. se você quiser.
"Abre los ojos"
Beijos estalados... de sempre... prá sempre!
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10 de outubro, 2006
Desistência
"Estou tão nervoso que fico calmo, tão confuso que tenho discernimento. A liberdade não me convence a sair do quarto. Fiel a uma caderneta de bar, enredo-me no fiado do que foi consumido. Minha imobilidade não é desistência. Resisto como um móvel indesejado no cômodo, que destoa do alarido familiar, disfarçando sua existência precária com mantas e panos cortinados".
(Fabrício Carpinejar)
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Double G
Em Greve e com Gripe.. volto quando elas acabarem.
Beijos estalados... de sempre... prá sempre!!!
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04 de outubro, 2006
Re-Postando
Música: Here With Me - Dido (clicali alí no Iscutaí - letra aqui)
FUNERAL BLUES (1936) - W.H.Auden
Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crêpe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.
The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood;
For nothing now can ever come to any good.
BLUES FÚNEBRE (tradução tirada daqui)
Parem todos os relógios, desliguem o telefone,
Impeçam o cão de latir com um osso enorme,
Silenciem os pianos e ao som abafado dos tambores
Tragam o caixão, deixem as carpideiras carpir suas dores.
Deixem os aviões aos círculos a gemer no céu
Rabiscando no ar a mensagem Ele Morreu,
Ponham laços crepe nas pombas brancas da nação,
Deixem os sinaleiros usar luvas pretas de algodão.
Ele era o meu Norte, meu Sul, meu Este e Oeste,
Minha semana de trabalho, meu Domingo de festa
Meu meio-dia, meia-noite, minha conversa, minha canção;
Pensei que o amor ia durar para sempre: foi ilusão.
As estrelas já não são precisas: levem-nas uma a uma;
Desmantelem o sol e empacotem a lua;
Despejem o oceano e varram a floresta;
Porque agora já nada de bom me resta.
**********
Postei este poema em 10 de março deste ano.
Relendo meus posts achei que valia a pena re-postar.
É uma re-leitura prá mim tbm.
Beijos estalados... de sempre... prá sempre!
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03 de outubro, 2006
Pálido
Música: Partir Andar - Herbert Viana - canta Zélia Duncan - clicalí no Iscutaí.. leia a letra aqui
De súbito cessou a vida.
De súbito cessou a vida.
Foram simples palavras breves.
Tudo continuou como estava.
O mesmo teto, o mesmo vento,
o mesmo espaço, os mesmos gestos,
Porém como que eternizados.
Unção, calor, surpresa, risos
tudo eram chapas fotográficas
há muito tempo reveladas.
Todas as cousas tinham sido
e se mantinham sem reserva
numa sucessão automática.
Passos caminhavam no assoalho,
talheres batiam nos dentes,
janelas se abriam, fechavam.
Vinham noites e vinham luas,
madrugadas com sino e chuva.
Sapatos iam na enxurrada.
Meninas chegavam gritando.
Nasciam flores de esmeralda
no asfalto! mas sem esperança.
Jornais prometiam com zelo
em grandes tópicos vermelhos
o fim de uma guerra. Guerra?...
Os que não sabiam falavam.
Quem não sentia tinha o pranto.
(O pranto era ainda o recurso
de velhas cousas coniventes.)
Nem o menor sinal de vida.
Tão-só no fundo espelho a face
lívida, a face lívida.
Publicado: A Face Lívida (1945) - Henriqueta Lisboa
Triste, mas lindo.
Beijos estalados... de sempre... prá sempre!
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