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31 de julho, 2006

O verbo amar

10020615.jpg

Música: Dois Rios - Skank (Samuel Rosa - Nando Reis - Lô Borges) - clicali no Iscutaí

"E o meu lugar é esse ao lado seu no corpo inteiro
Do meu lugar, pois o seu lugar é o meu amor primeiro
O dia e a noite, as quatro estações"

O verbo amar

Te amei: era de longe que te olhava
e de longe me olhavas vagamente...
Ah, quanta coisa nesse tempo a gente sente,
que a alma da gente faz escrava.

Te amava: como inquieto adolescente,
tremendo ao te enlaçar, e te enlaçava
adivinhando esse mistério ardente
do mundo, em cada beijo que te dava.

Te amo: e ao te amar assim vou conjugando
os tempos todos desse amor, enquanto
segue a vida, vivendo, e eu, vou te amando...

Te amar: é mais que em verbo é a minha lei,
e é por ti que o repito no meu canto:
te amei, te amava, te amo e te amarei!

(Poema de JG de Araujo Jorge do livro -Bazar de Ritmos- 1935)

Beijos estalados... de sempre.. prá sempre!!

Proseado por Erika, uai | link | Comentários (25)
 


  28 de julho, 2006

O poder D'Ele

rezando.jpg

Obrigada, meus amigos, olha só o que a união em oração já fez.

"Oi, amor...

Acabei passando a tarde no hospital com minha mãe. Ela está bem melhor e o jeito que ela está hoje me animou bastante. Muito diferente da terça-feira, quando achei que ela não se recuperaria. O médico disse que provavelmente ela poderá vir para casa amanhã. :-)

Ela está bem lúcida, corada... Se movimentando e querendo levantar... rsrs" (transcrição de trecho do email enviado pelo Van, nesta tarde de sexta)

Amém cum força... Ele pode, Ele quer, Ele faz acontecer.

Beijos estalados... de sempre.. prá sempre!!

UPDATE (29/07/2006)

Dona Maria Jose está em casa, lúcida e com os movimentos bastante recuperados.
Amém cum força.. Ele pode, Ele quis, Ele fez acontecer.
Obrigada Meu Deus!!

Proseado por Erika, uai | link | Comentários (12)
 


  27 de julho, 2006

Santa_Terezinha.jpg

Novena de Santa Terezinha das Rosas

Ó minha Santinha das Rosas, padroeira das Missões e Doutora da Igreja, que em vida fizestes a vontade do Cristo através da tua vida simples e silenciosa. Abre as portas que se fecham em minha vida. Derrama as tuas rosas em meu caminho de espinhos. Acende uma luz nas noites escuras da minha vida. Cura-me das doenças do corpo e da alma, ajuda-me a ter coragem de dizer Sim quando for para a minha felicidade, e Não para todo tipo de morte. Abençoai-me, protegei-me e defendei-me na minha missão e ouve esta minha oração (Fazer o pedido). Como prova do meu amor para com Cristo e tua mãe, a Virgem do Carmo, quero te ofertar uma rosa na Igreja mais próxima onde estiver a tua imagem, e obrigado por ter me atendido. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém. (Ave Maria...Pai Nosso...Glória ao Pai).

Erste post de hoje é para a união, em prece, pela mãe do Van, Sra Maria José do Prado Ferreira, que está no hospital se recuperando de um derrame cerebral.
Ela tem 93 anos, tive o prazer de conhecê-la quando estive em Catanduva.
Senhorinha esperta, mesmo com a dificuldade de andar, gosta de conversar, lúcida, olhinhos brilhantes. Pessoinha linda e querida, que criou 7 filhos nascidos dela, e ainda teve, aos 65 anos, a coragem e o amor de acolher e criar mais um, filho de outros, mas que tem como seu.

Rezem por ela, por eles todos, que Deus dê força e coragem, que ela se recupere logo e volte prá casa, aqueles olhinhos brilhantes a iluminar esta nossa vida.

Amém cum força.

Beijos estalados... de sempre... prá sempre!!

Proseado por Erika, uai | link | Comentários (12)
 


  22 de julho, 2006

Tudibom!!!!!

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Música: Rua Ramalhete - Ney Azambuja e Tavito (clicali no Iscutaí)

Sotaque mineiro: é ilegal, imoral ou engorda?
Felipe Peixoto Braga Netto
(1973 - afirma que não é jornalista, não é publicitário, nunca publicou crônicas ou contos, não é, enfim, literariamente falando, muita coisa, segundo suas palavras. Mora em Belo Horizonte e ama Minas Gerais. Ele diz que nunca publicou nada, mas a crônica que apresento foi extraída do livro "As coisas simpáticas da vida", Landy Editora, São Paulo/SP - 2005, pág. 82.)

Gente, simplificar é um pecado. Se a vida não fosse tão corrida, se não tivesse tanta conta para pagar, tantos processos - oh sina - para analisar, eu fundaria um partido cuja luta seria descobrir as falas de cada região do Brasil.

Cadê os lingüistas deste país? Sinto falta de um tratado geral dos sotaques brasileiros. Não há nada que me fascine mais. Como é que as montanhas, matas ou mares influem tanto, e determinam a cadência e a sonoridade das palavras?

É um absurdo. Existem livros sobre tudo; não tem (ou não conheço) um sobre o falar ingênuo deste povo doce. Escritores, ô de casa, cadê vocês? Escrevam sobre isto, se já escreveram me mandem, que espero ansioso. Um simples "mas" é uma coisa no Rio Grande do Sul. É tudo menos um "mas" nordestino, por exemplo.

O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar, sensual e lindo (das mineiras) ficou de fora? Porque, Deus, que sotaque! Mineira devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? Assino achando que ela me faz um favor.

Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque. Mas, se o sotaque desarma, as expressões são um capítulo à parte. Não vou exagerar, dizendo que a gente não se entende... Mas que é algo delicioso descobrir, aos poucos, as expressões daqui, ah isso é...

Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem: pode parar, dizem: "pó parar". Não dizem: onde eu estou? dizem: "ôndôtô?"). Parece que as palavras, para os mineiros, são como aqueles chatos que pedem carona. Quando você percebe a roubada, prefere deixá-los no caminho.

Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem - lingüisticamente falando - apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não.

Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro - metaforicamente falando, claro - ele é bom de serviço. Faz sentido...

Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: "cê ta boa?" Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa, é como perguntar a um peixe se ele sabe nadar. Desnecessário.

Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer:
- Mexe com isso não, sôo (leia-se: sai dessa, é fria, etc).

O verbo "mexer", para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.

Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz:
- Áqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.

Esse "áqui" (acho que) é outro que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer, olá, me escutem, por favor. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.

Mineiras não dizem "apaixonado por". Dizem, sabe-se lá por que, "apaixonado com". Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: "Ah, eu apaixonei com ele...". Ou: "sou doida com ele" (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas com alguma coisa.

Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de bonitim, fechadim, e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: "E aí, vão?". Traduzo: "E aí, vamos?". Não caia na besteira de esperar um "vamos" completo de uma mineira. Não ouvirá nunca.

Na verdade, o mineiro é o baiano lingüístico. A preguiça chegou aqui e armou rede. O mineiro não pronuncia uma palavra completa nem com uma arma apontada para a cabeça.

Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas. Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer:
- Eu preciso de ir.
Onde os mineiros arrumaram esse "de", aí no meio, é uma boa pergunta. Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório.

Deixa eu repetir, porque é importante. Aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum. Entendam... Você não precisa ir, você "precisa de ir". Você não precisa viajar, você "precisa de viajar". Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará:
- Ah, mãe, eu preciso de ir?

No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente. Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente. Entendeu? Deus, tenho que explicar tudo. Não vou ficar procurando sinônimo, que diabo. E não digo mais nada, leitor, você está agarrando meu texto. Agarrar é agarrar, ora!

Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará:
- Ai, gente, que dó.

É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras. Eu aviso que vá se apaixonar na China, que lá está sobrando gente. E não vem caçar confusão pro meu lado.

Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro "caça confusão". Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele "vive caçando confusão".

Para uma mineira falar do meu desempenho sexual, ou dizer que algo é muitíssimo bom (acho que dá na mesma), ela, se for jovem, vai gritar:
-"Ô, é sem noção".

Entendeu, leitora? É sem noção! Você não tem, leitora, idéia do tanto de bom que é. Só não esqueça, por favor, o "Ô" no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção, entendeu?

Ouço a leitora chiar:
- "Capaz..."

Vocês já ouviram esse "capaz"? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer "tá fácil que eu faça isso", com algumas toneladas de ironia.

Gente, ando um péssimo tradutor. Se você propõe a sua namorada um sexo a três (com as amigas dela), provavelmente ouvirá um "capaz..." como resposta. Se, em vingança contra a recusa, você ameaçar casar com a Gisele Bündchen, ela dirá:
- "Ô dó dôcê".
Entendeu agora? Não? Deixa para lá.

É parecido com o "nem...". Já ouviu o "nem..."? Completo ele fica:
- "Ah, nem..."
O que significa? Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz:
- "Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?".
Resposta:
- "Ah, nem..."
Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?

A propósito, um mineiro não pergunta:
- "Você não vai?".
A pergunta, mineiramente falando, seria:
- "Cê não anima de ir"?
Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem...

Certa vez pedi um exemplo e a interlocutora pensou alto:
- "Você quer que eu 'dou' um exemplo..."
Eu sei, eu sei, a gramática não tolera esses abusos mineiros de conjugação. Mas que são uma gracinha, ah isso lá são.

Ei, leitor, pára de babar. Que coisa feia. Olha o papel todo molhado. Chega, não conto mais nada. Está bem, está bem, mas se comporte.

Falando em "ei...". As mineiras falam assim, usando, curiosamente, o "ei" no lugar do "oi". Você liga, e elas atendem lindamente: "eiiii!!!", com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade...

Tem tantos outros... O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras.

Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar:
- "Ah, fui lá comprar umas coisas... "
- "Ques coisa?, ela retrucará.
Acreditam? O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que.

Ouvi de uma menina culta um "pelas metade", no lugar de "pela metade". E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará:
- "Ele pôs a culpa 'ni mim' ".

A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas... Ontem, uma senhora docemente me consolou:
- "Preocupa não, bobo!".
E meus ouvidos. já acostumados às ingênuas conjugações mineiras. nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: "não se preocupe", ou algo assim. A fórmula mineira é sintética. e diz tudo.

Até o tchau em Minas é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz "tchau pro cê", "tchau pro cês". É útil deixar claro o destinatário do tchau. O tchau, minha filha, é prôcê, não é pra outra entendeu?

Deve haver, por certo, outras expressões... A minha memória (que não ajuda muito) trouxe essas por enquanto. Estou, claro, aberto a sugestões. Como é uma pesquisa empírica, umas voluntárias ajudariam... Exigência: ser mineira. Conversando com lingüistas, fui informado: é prudente que tenham cabelos pretos, espessos e lisos, aquela pele bem branquinha... Tudo.

Naturalmente, em nome da ciência. Bem, eu me explico: é que, características à parte, as conformações físicas influem no timbre e som da voz, e eu não posso, em honrados assuntos mineiros, correr o risco de ser inexato, entendem?

*****

Enorme né? Mas num é assim messs? rsrsrs.. quem não conhece que venha conferir.. isso aqui é tudibom, sô!!! rsrs
Calau, vc que já ouviu e viu, pode atestar.. rsrs Obrigada, super amiga, chorei e rí.. não sabia qual dos dois fazia, fiz tudo junto.. rsrs

Beijos estalados.. de sempre... prá sempre!

Proseado por Erika, uai | link | Comentários (35)
 


  17 de julho, 2006

Estranho furto

te.jpg

Estranho furto
Ruth Souza Saleme

Na noite silenciosa e azulada
No pousar do orvalho sobre as ramagens,
Durante o repouso sereno das aves
E no desabrochar das damas da noite,
Quero roubar teus sentidos a mão armada,
Assaltar teu corpo e recolher teus sentimentos,
Como larapia discípula de cupido!
Quero pegar-te desarmado
Numa hora qualquer desta noite.
Amanhã, não importa! ...
Quero que teu coração se surpreenda,
Se assuste e me prenda em teus afetos.
Depois, no calabouço dos gemidos,
O tilintar das correntes partindo
No auge dos apertos e abraços sôfregos...
Passarei a vida na cadeia das quimeras,
E nas grades deste grande amor,
Narrando a história de um estranho furto,
Entre um homem tímido e uma mulher apaixonada.


E a saudade bate à minha porta cum força... rsrs

Beijos estalados... de sempre.. prá sempre!!

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  13 de julho, 2006

Minha morada

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Música: More - Simple Red (clicalí no Iscutaí)

Tua morada - Vanderlei Martinelli

faço de meu coração tua morada
singelo lugar, se assim quiseres lá estar,
o tornarei algo aconchegante para ti,
em dias de inverno, vinho e canção,

para dar-te refresco em dias de verão,
sorrisos no outono, rimas verdadeiras,
na primavera, sonho acordar paixão,
encharcar rios, correntezas de tuas mãos

mas que em toques mais delicados,
delírios sãos, descobrir curvas e vãos,
que agora tudo vem em doce imaginação,
algo entre a curiosidade e a inquietação

e mais que algo de encanto no ar, tua respiração,
acalanto, tua boca e olhar, uma voz a exclamar:
"que saiam todos inquilinos, chegou a dona do lugar"
e um homem, menino a responder: "deixe-a entrar"


Yes, I Do!!

Beijos estalados... de sempre... prá sempre!!

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  09 de julho, 2006

Desde Cedo

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Música: Sal da Terra - Beto Guedes (clicali no Iscutaí)

Aprendendo desde cedo

"Tudo o que hoje preciso realmente saber sobre como viver, o que fazer, como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia.

Estas são as coisas que aprendi lá:

01. Compartilhe tudo.

02. Jogue dentro das regras.

03. Não bata nos outros.

04. Coloque as coisas de volta onde pegou.

05. Arrume a sua bagunça.

06. Não pegue as coisas dos outros.

07. Peça desculpas quando machucar alguém.

08. Lave as mãos antes de comer e reze antes de deitar.

09. Dê descarga.

10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você.

11. Respeite o outro.

12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco... e desenhe.. e pinte... e cante... e dance... e brinque... e trabalhe um pouco todos os dias.

13. Tire uma soneca às tardes.

14. Quando sair, cuidado com os carros.

15. Dê a mão e fique junto.

16. Repare nas maravilhas da vida.

17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também.

Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo ou ao seu mundo, e verá como ele é verdadeiro, claro e firme.

Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho bem macio para uma soneca. Ou se todos os governos tivessem como regra básica devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair.

Estas são verdades, não importa a idade. Ao sair para o mundo, é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos."

Recebi por email, não sei quem é o autor, mas com autor ou sem são coisas que devem ser coladas pela casa inteira, pra nunca esquecer, né mesmo?

Beijos estalados... de sempre.. pra sempre!!

UPDATE - 10/07/ 2006

Hoje o alecrim.com completa um ano de vida.
Parabéns, amor! Que venham dois, três, muitos anos de sucesso, felicidade, textos e poemas que nos fazem sonhar e refletir.
Muita felicidade, suavidade, paz e harmonia, sempre!
Te amo!!

Proseado por Erika, uai | link | Comentários (14)
 


  05 de julho, 2006

Eu te amo

ursosofa1.jpg

Música: Slave to love - Brian Ferry (clicalí no Iscutaí)

Eu te amo

Você ama, é a mais inescapável verdade. Doce verdade. Mas dizer “eu te amo” pela primeira vez dá medo. Dá medo porque a outra pessoa pode se assustar, pode fugir, pode surtar. Mas ela também lhe ama, a reciprocidade não deixará isto acontecer. Envolto e embebido pelo amor, a boca abre-se ou são os dedos que já procuram a letra “e”, depois se recolhem.

Mas tem uma hora que não dá mais: o “eu te amo” sai sem lhe dar a menor satisfação. Na verdade o coração escapa da boca e é ele quem diz. Passado o torpor, você se enche da alegria. Está dito! É isto: “eu te amo”. Antes você tentava eufemismos que nem você mesmo conhecia, usava até outro idioma se preciso. Mas não há como descrever, dizer de outra forma mais.

Mas “eu te amo” passa a ficar pequeno. “Eu te amo” é pouco. O sentimento é imenso, continua a crescer e “eu te amo” continua do mesmo tamanho. “Eu te amo” é raso, o amor transborda. Com o tempo você tenta encontrar outras formas de dizer. Acrescenta outra palavra: “eu te amo muito”. Depois outra palavra: “mesmo”. “Eu te amo muito mesmo”. Vai durar algum tempo. Então vem “eu te amo muito, mesmo, de verdade”. Ora, a outra pessoa sabe que é de verdade. Mas você continua insistindo que as palavras tomem a mesma proporção do que você sente.

Você começa a usar outra estratégia: a repetição. “Eu te amo, eu te amo, eu te amo”. Não dá. O número de repetições começa a crescer exponencialmente. Mas é lento, não acompanha nem de longe o sentimento. Então vêm outras táticas. Você diz rapidinho, assim, para surpreender, do meio do nada: “te amo!”. A surpresa ficou boa, mas depois deixa de ser surpresa. Então você faz-se de desentendido e cínico: “eu te amo, sabia?” É claro que ela sabia e sabe. Você acabou de dizer isto minutos antes. E se não dissesse, seus olhos gritam isto o tempo todo. Ela sabe, mas adora ouvir.

O “eu te amo” quase sempre começa, depois de um tempo, a querer resposta. Que normalmente é um “eu também”. Mas “eu também” é ainda menos descritivo que “eu te amo”. Então ela diz: “eu te amo também”. Essa procura do “eu te amo” pelo “eu também” começa a gerar certa agonia. Porque ela lhe ama também, é óbvio. Mas pode dar uma aparência de obrigação ter de responder ao “eu te amo” com “eu também”, assim, logo em seguida. Tenho uma sugestão nesse caso. Saboreie o “eu te amo” tranquilamente. Fale de outras coisas... E quando a pessoa menos perceber, retribua com um outro “eu te amo”. Vai ser um “eu também” com bacon (ou alface, para os vegetarianos).

O que há de se tomar cuidado é para que “eu te amo” não vire “tchau”. Vão se despedir? “Eu te amo”. Se for dito com a atenção merecida, porque queria reafirmar o amor, tudo bem. Mas se foi dito sem pensar, assim, como se diz “tchau” mesmo, complica. “Eu te amo” não é cumprimento nem tampouco despedida. Significando “olha, a gente não vai se ver, mas lembre-se que continuarei aqui pensando em você e que eu te amo muito”, é diferente.

Há ainda outras curiosidades sobre o “eu te amo”. Ele faz o brasileiro recobrar o uso da segunda pessoa do singular (mesmo usando “você” em todas as outras frases). Uma variação em Portugal seria: “amo-te”. Que depois cede ao “amo-te imenso”. E há também o “amo você”, que não é a mesma coisa que “eu te amo”. “Amo você” supõe e sugere outra forma de amor. E se “eu te amo” é pequeno, “amo você” é vago.

A grande verdade sobre o “eu te amo” é que as palavras são instrumentos precários dos sentimentos. O ser humano é imenso, com emoções imensas. Querer que as palavras acompanhem a imensidão é ser injusto com elas. Por isso o amor deve preceder e ser bem mais que palavras. Na verdade o “eu te amo” é conseqüência do amor verdadeiro, e não o contrário. Tem gente que repete tanto “eu te amo” na ânsia de amar de verdade. Não funciona assim. Ou então tem paixonite e tasca um “eu te amo”. Pode ser também por obrigação: “ah, ela espera que eu diga isto, então eu digo.” O amor verdadeiro vem de dentro e transborda primeiramente nos atos.

Pequeno para expressar o amor, o “eu te amo” cresce, porém, e torna-se gigante, contundente numa outra ocasião. É quando se pára de dizê-lo e em seu lugar fica apenas um vazio que nada preenche. Criativo ou não, imprescindível é amar e dizer “eu te amo” para quem você ama. Sempre!

(Texto de Vanderlei Martinelli publicado no O Regional, de Catanduva/SP, em 15/04/2006)

Van, eu te amo, hoje, sempre, prá sempre!

A vcs todos os beijos estalados... de sempre.. prá sempre!!

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eua4.jpg

"Hoje é o começo da minha nova vida.
Estou começando de novo hoje.
Todas as coisas boas estão vindo até mim.
Sou grato por estar vivo.
Vejo a beleza ao meu redor.
Vivo com paixão e determinação.
Reservo tempo para rir e brincar todos os dias.
Estou acordado, energizado e vivo.
Estou focado em todas as coisas boas da vida,
e agradecido por elas.
Estou em paz e em sintonia com tudo.
Sinto o amor, a alegria e a abundância.
Sou livre para ser eu mesmo.
Sou a magnificência na forma humana.
Sou a perfeição da vida.
Sou grato por ser EU!
Hoje é o melhor dia da minha vida."
(O Segredo)

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Os Poetas Elétricos
Paixão Sob Suspeita
Perdida...Pra Sempre Perdida
Pia Fraus
Pimenta com Chocolate
Playground dos Dinossauros
Prás Cabeças
Por que cargas d’água?
Por Quimeras
Preso no Êxtase Temporal
Oxigênio
Realidade Torta
Ramsés Séc.XXI
Rascunhos, Bobagens e Afins
Revista Malagueta
Segredos de Liquidificador
Simples Coisas da Vida
Sopa de Letrinhas
Ternura em Palavras
Theek Hai!
Thiago Kuerques
TPM – Pensão Pós Matrimônio
Trajédia
Trilhas e Versos
Um Cantinho Especial
Um Mundo Novo aos Corações Corajosos
Viaje na Viagem
Vida Cretina
Vida no Rascunho
Volta Meg
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Proncôjáfui

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Ganhei uns trem aí!

Este é da Soul

Este é do Paiê

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Gente que fez