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:: 31 de julho, 2006 ::
O verbo amar
![]() Música: Dois Rios - Skank (Samuel Rosa - Nando Reis - Lô Borges) - clicali no Iscutaí "E o meu lugar é esse ao lado seu no corpo inteiro O verbo amar Te amei: era de longe que te olhava Te amava: como inquieto adolescente, Te amo: e ao te amar assim vou conjugando Te amar: é mais que em verbo é a minha lei, (Poema de JG de Araujo Jorge do livro -Bazar de Ritmos- 1935) Beijos estalados... de sempre.. prá sempre!!
:: 22 de julho, 2006 ::
Tudibom!!!!!
![]() Música: Rua Ramalhete - Ney Azambuja e Tavito (clicali no Iscutaí) Sotaque mineiro: é ilegal, imoral ou engorda? Gente, simplificar é um pecado. Se a vida não fosse tão corrida, se não tivesse tanta conta para pagar, tantos processos - oh sina - para analisar, eu fundaria um partido cuja luta seria descobrir as falas de cada região do Brasil. Cadê os lingüistas deste país? Sinto falta de um tratado geral dos sotaques brasileiros. Não há nada que me fascine mais. Como é que as montanhas, matas ou mares influem tanto, e determinam a cadência e a sonoridade das palavras? É um absurdo. Existem livros sobre tudo; não tem (ou não conheço) um sobre o falar ingênuo deste povo doce. Escritores, ô de casa, cadê vocês? Escrevam sobre isto, se já escreveram me mandem, que espero ansioso. Um simples "mas" é uma coisa no Rio Grande do Sul. É tudo menos um "mas" nordestino, por exemplo. O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar, sensual e lindo (das mineiras) ficou de fora? Porque, Deus, que sotaque! Mineira devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? Assino achando que ela me faz um favor. Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque. Mas, se o sotaque desarma, as expressões são um capítulo à parte. Não vou exagerar, dizendo que a gente não se entende... Mas que é algo delicioso descobrir, aos poucos, as expressões daqui, ah isso é... Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem: pode parar, dizem: "pó parar". Não dizem: onde eu estou? dizem: "ôndôtô?"). Parece que as palavras, para os mineiros, são como aqueles chatos que pedem carona. Quando você percebe a roubada, prefere deixá-los no caminho. Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem - lingüisticamente falando - apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não. Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro - metaforicamente falando, claro - ele é bom de serviço. Faz sentido... Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: "cê ta boa?" Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa, é como perguntar a um peixe se ele sabe nadar. Desnecessário. Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: O verbo "mexer", para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício. Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz: Esse "áqui" (acho que) é outro que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer, olá, me escutem, por favor. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor. Mineiras não dizem "apaixonado por". Dizem, sabe-se lá por que, "apaixonado com". Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: "Ah, eu apaixonei com ele...". Ou: "sou doida com ele" (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas com alguma coisa. Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de bonitim, fechadim, e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: "E aí, vão?". Traduzo: "E aí, vamos?". Não caia na besteira de esperar um "vamos" completo de uma mineira. Não ouvirá nunca. Na verdade, o mineiro é o baiano lingüístico. A preguiça chegou aqui e armou rede. O mineiro não pronuncia uma palavra completa nem com uma arma apontada para a cabeça. Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas. Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer: Deixa eu repetir, porque é importante. Aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum. Entendam... Você não precisa ir, você "precisa de ir". Você não precisa viajar, você "precisa de viajar". Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará: No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente. Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente. Entendeu? Deus, tenho que explicar tudo. Não vou ficar procurando sinônimo, que diabo. E não digo mais nada, leitor, você está agarrando meu texto. Agarrar é agarrar, ora! Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará: É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras. Eu aviso que vá se apaixonar na China, que lá está sobrando gente. E não vem caçar confusão pro meu lado. Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro "caça confusão". Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele "vive caçando confusão". Para uma mineira falar do meu desempenho sexual, ou dizer que algo é muitíssimo bom (acho que dá na mesma), ela, se for jovem, vai gritar: Entendeu, leitora? É sem noção! Você não tem, leitora, idéia do tanto de bom que é. Só não esqueça, por favor, o "Ô" no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção, entendeu? Ouço a leitora chiar: Vocês já ouviram esse "capaz"? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer "tá fácil que eu faça isso", com algumas toneladas de ironia. Gente, ando um péssimo tradutor. Se você propõe a sua namorada um sexo a três (com as amigas dela), provavelmente ouvirá um "capaz..." como resposta. Se, em vingança contra a recusa, você ameaçar casar com a Gisele Bündchen, ela dirá: É parecido com o "nem...". Já ouviu o "nem..."? Completo ele fica: A propósito, um mineiro não pergunta: Certa vez pedi um exemplo e a interlocutora pensou alto: Ei, leitor, pára de babar. Que coisa feia. Olha o papel todo molhado. Chega, não conto mais nada. Está bem, está bem, mas se comporte. Falando em "ei...". As mineiras falam assim, usando, curiosamente, o "ei" no lugar do "oi". Você liga, e elas atendem lindamente: "eiiii!!!", com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade... Tem tantos outros... O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras. Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar: Ouvi de uma menina culta um "pelas metade", no lugar de "pela metade". E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará: A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas... Ontem, uma senhora docemente me consolou: Até o tchau em Minas é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz "tchau pro cê", "tchau pro cês". É útil deixar claro o destinatário do tchau. O tchau, minha filha, é prôcê, não é pra outra entendeu? Deve haver, por certo, outras expressões... A minha memória (que não ajuda muito) trouxe essas por enquanto. Estou, claro, aberto a sugestões. Como é uma pesquisa empírica, umas voluntárias ajudariam... Exigência: ser mineira. Conversando com lingüistas, fui informado: é prudente que tenham cabelos pretos, espessos e lisos, aquela pele bem branquinha... Tudo. Naturalmente, em nome da ciência. Bem, eu me explico: é que, características à parte, as conformações físicas influem no timbre e som da voz, e eu não posso, em honrados assuntos mineiros, correr o risco de ser inexato, entendem? Enorme né? Mas num é assim messs? rsrsrs.. quem não conhece que venha conferir.. isso aqui é tudibom, sô!!! rsrs Beijos estalados.. de sempre... prá sempre!
:: 17 de julho, 2006 ::
Estranho furto
![]() Ruth Souza Saleme No pousar do orvalho sobre as ramagens, Durante o repouso sereno das aves E no desabrochar das damas da noite, Quero roubar teus sentidos a mão armada, Assaltar teu corpo e recolher teus sentimentos, Como larapia discípula de cupido! Quero pegar-te desarmado Numa hora qualquer desta noite. Amanhã, não importa! ... Quero que teu coração se surpreenda, Se assuste e me prenda em teus afetos. Depois, no calabouço dos gemidos, O tilintar das correntes partindo No auge dos apertos e abraços sôfregos... Passarei a vida na cadeia das quimeras, E nas grades deste grande amor, Narrando a história de um estranho furto, Entre um homem tímido e uma mulher apaixonada. Beijos estalados... de sempre.. prá sempre!!
:: 09 de julho, 2006 ::
Desde Cedo
![]() Música: Sal da Terra - Beto Guedes (clicali no Iscutaí) Aprendendo desde cedo "Tudo o que hoje preciso realmente saber sobre como viver, o que fazer, como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia. Estas são as coisas que aprendi lá: 01. Compartilhe tudo. 02. Jogue dentro das regras. 03. Não bata nos outros. 04. Coloque as coisas de volta onde pegou. 05. Arrume a sua bagunça. 06. Não pegue as coisas dos outros. 07. Peça desculpas quando machucar alguém. 08. Lave as mãos antes de comer e reze antes de deitar. 09. Dê descarga. 10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você. 11. Respeite o outro. 12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco... e desenhe.. e pinte... e cante... e dance... e brinque... e trabalhe um pouco todos os dias. 13. Tire uma soneca às tardes. 14. Quando sair, cuidado com os carros. 15. Dê a mão e fique junto. 16. Repare nas maravilhas da vida. 17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também. Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo ou ao seu mundo, e verá como ele é verdadeiro, claro e firme. Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho bem macio para uma soneca. Ou se todos os governos tivessem como regra básica devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair. Estas são verdades, não importa a idade. Ao sair para o mundo, é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos." Recebi por email, não sei quem é o autor, mas com autor ou sem são coisas que devem ser coladas pela casa inteira, pra nunca esquecer, né mesmo? Beijos estalados... de sempre.. pra sempre!! |
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Mineira de Belo Horizonte.
Nascida sob o signo de Gêmeos, numa manhã chuvosa de segunda-feira, em 03 junho de 1963. Simples assim Minha mãe queria Angela Em homenagem ao Papa que morreu Meu pai não deu palpite (acho) Mas chegou a madrinha Chamada da escola em mãos E assim eu virei Erika Melhor que nome de santo É nome de "anja" (rsrsrs) Nem C nem agudo Murari em italiano Machado em português (de Portugal, minha gente) O nome? Alemão Aperte a tecla: Erika com K e sem acento, por favor. Muito Prazer! Definição melhor de mim? "E que minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor... e a outra metade... tbm!!" "Hoje é o começo da minha nova vida. Estou começando de novo hoje. Todas as coisas boas estão vindo até mim. Sou grato por estar vivo. Vejo a beleza ao meu redor. Vivo com paixão e determinação. Reservo tempo para rir e brincar todos os dias. Estou acordado, energizado e vivo. Estou focado em todas as coisas boas da vida, e agradecido por elas. Estou em paz e em sintonia com tudo. Sinto o amor, a alegria e a abundância. Sou livre para ser eu mesmo. Sou a magnificência na forma humana. Sou a perfeição da vida. Sou grato por ser EU! Hoje é o melhor dia da minha vida." (O Segredo).
Ambos os 2 Animais fofos Anormal Caminhando e cantando Claudia Telles CoRa Dolce Vita Horizonte Geométrico Oggi in Poi Olhando a vida de frente Sounds of Silence Ventania Your Soul
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